novo endereço: http://direitosfundamentais.net(experimental)
Dr. George,primeiramente, que surpresa boa este blog! Cheguei aqui através do blog do dr. Mairton e realmente gostei bastante do conteúdo! :)Acerca da censura musical, curiosamente achei um site, há alguns dias, de uma organização chamada Freemuse (Freedom of Musical Expression). Esta organização luta contra a censura imposta a artistas e a suas músicas . A página contém um sistema de pesquisa por meio do qual se pode localizar países onde existe este tipo de censura ou artistas censurados, e, para minha surpresa, não há qualquer referência a nosso país ou a algum artista brasileiro (mas o site informa que as listas ainda estão em processo de elaboração). Ainda assim, vale uma lida: www.freemuse.org (site em inglês).Um abraço,Luciana Caneca
George,Parabéns. A abordagem é muito bem feita e o conteúdo ótimo.Ricardo Matos
Sou estudante do sexto período de direito em Goiânia e, em primeiro lugar, gostaria de parabenizar o blog, que possibilita ao internauta o inédito acesso ao ponto de vista (razoavelmente) livre de um magistrado sobre os acontecimentos jurídicos em destaque. As peças doutrinárias e os posts de caráter cômico também são muito originais e interessantes.Gostaria de incluir um tópico na discussão sobre a censura musical e liberdade de expressão, até para obter a opinião do Dr. George Lima sobre o caso:Um clipe entitulado "Isso aqui é uma guerra", do grupo de rap paulista Facção Central, teve sua veiculação na tv proibida por decisão judicial que entendeu caracterizada a apologia ao crime. A música do clipe, que já era tocada nas rádios há meses, também foi censurada.Uma análise superficial das cenas do clipe, bem como da letra, realmente permite uma conclusão pela presença da apologia, já que os rappers se caracterizam como bandidos, descrevendo os métodos cruéis que utilizam. Entretanto, ao meu ver, a decisão que entendeu pela censura é extremamente equivocada.O caso desta música não chega nem a ser um dos que se deve priorizar a liberdade de expressão artística, relevando-se pequenas violações. Nessa canção, bem como eu algumas outras do grupo, os rappers simplesmente expressm suas opiniões sobre as mazelas sociais sob a óptica de um criminoso, há apenas uma substituição do "eu lírico", que é uma das técnicas literárias mais básicas. Os rappers falam pela boca de um marginal, com o objetivo de chocar e causar asco os ouvintes. Desta forma, se consegue marcar a mensagem da música a ferro. Este recurso foi utilizado por vários artistas consagrados, afinal, quem não se lembra do mictório de Duchamp?Se o juiz e o promotor envolvidos no processo tivessem feito uma pesquisa mais aprofundada sobre a obra do grupo, eles chegariam à conclusão de que o objetivo dos artistas sempre foi denunciar, mesmo que de forma gritante, todos os sofrimentos, opressões e dificuldades do favelado, do discriminado socialmente, do menor que cresce em meio ao tráfico.As rimas são geniais e, muitas vezes comoventes. Pessoalmente, eu me reservo o direito de não concordar com a mensagem passada pelo grupo em sua totalidade. Os ouvintes devem entender que as generalizações feitas pelos rappers quanto a alguns pontos são perfeitamente aceitáveis se levarmos em conta a insalubridade do ambiente em que os artistas cresceram e convivem até hoje. Isso não faz com que as letras deixem de ser extremamente iluminadoras, além de constituir um elemento artístico capaz de demonstrar a visão dos socialmente excluídos sobre o mundo em geral.O grupo reiteradamente expressa seus ideais e objetivos de forma cristalina em várias músicas. Vou listar algumas que acho que todos interessados na questão deveriam ouvir.Nestas aqui, a carga social das letras é evidente, não havendo qualquer intento de apologia ao crime:-Anjo da Guarda x Lúcifer-Prisoneiro do passadoEm resposta à censura, o grupo gravou uma música em que dialogam com o promotor autor da denúncia e outra em que explicam a verdadeira apologia das músicas. Elas são, em sequência:-A guerra não vai acabar.-Apologia ao crime.Outras bem explícitas, emocionantes e incríveis, são estas:-Castelo Triste (um dos integrantes do grupo é paraplégico)-Sem limite-12 de outubroPara concluir, seguindo a linha de raciocínio iniciada no post de que a censura é impotente em relação à internet, coloco um link do famigerado clipe censurado:http://br.youtube.com/results?search_query=fac%C3%A7ao+central&search=PesquisarPs.: perdoem eventuais erros de português e congêneres. Não tive tempo de revisar o comentário, deem uma olhada na hora em que escrevi isso...
Paulo,de fato, é mesmo difícil conseguir traçar uma linha precisa entre crítica da realidade social e apologia ao crime. Nos exemplos por você citado, me parece também que se trata de uma crítica (ainda que dura) à realidade social.Uma coisa é narrar a vida na favela, inclusive ressaltando os aspectos da violência e ausência do Estado; outra coisa é enaltecer o crime organizado e defender, por exemplo, a morte de policiais.Alguns "funks proibidões" que tive a oportunidade de ouvir são verdadeiros gritos de guerra em favor de facções criminosas.Mesmo assim, como já afirmei, acho que a "censura" (que ilusão!) somente deve ser restrita a casos extremos. Certamente, as músicas do grupo Facção Central não estão nesse extremo. Elas são, na minha ótica, perfeitamente compatíveis com a democracia.
Diabeisso, George!? Excluiu um comentário de um dos internautas! Que censura é essa?!? Liberdade de expressão nos olhos dos outros é refresco, né! :-))A cervejinha no sábado foi nota DEZ! Aquela minha proposta para outubro está mantida!Abraços e parabéns pelo blog.Leonardo
Leonardo,acho que foi o próprio autor do comentário quem o excluiu. Ainda não perdi tanto assim a coerência... :-)George
Clipezinho sem vergonha montado pelo PSDB (que só tem santinho né?)...
PSDB? Mas eu vi gente de todos os partidos...
George,sou aluna de Direito da Fchristus e estou fazendo um trabalho da disciplina de Direito Penal 02 (parte especial - crimes), onde escolhi falar da Lei de Imprensa, mas não fazendo análise "pura" da lei, mas uma busca ampla, que mostre a liberdade de expressão como um direito fundamental, não apenas pela CF88, mas também pela Declaração de Direitos do Homem. Pedi uma TV e DVD para mostrar uns trechos do DVD ao vivo do Planet Hemp... Os amigos mais centrados no CP e na Lei de Imprensa seca, dizem que os músicos foram presos pelo CP e que não seria bom apresentar a música.Eu já penso que não, que liberdade de expressão e lei de imprensa são unos, e não há como falar de um sem citar o outro. Gostaria de saber a sua opinião quanto à isso, já que li um post maravilhoso feito por você a respeito disso.Obrigada!
Ah, o meu e-mail para contato: ptrgom@bol.com.brSua opinião é muito importante!
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E agora??? Não posso apagar. É um blog... Só o dono pode fazer isso!Hipócritas... Estão por todos os lados.
Maravilhoso post. Muito sucesso e continue sempre nos brindando com esses posts de pura sabedoria e consciência social.
Oi, Alexandre. Vc achou maravilhoso e com consciência social??? Rss...Brindo sim, mas não esqueça de se fazer notar como fez agora. Recebi seu comentário no e-mail e só por isso voltei aqui.Caso não tenha ficado claro... Eu só debochei da sua cara pq vc alegou que foi o próprio visitante que apagou o post que fez em crítica pejorativa. E eu quis ver se seria possível. Adivinha?! Rs.Até...
Vamos à mensagem "censurada":"Paulo disse... Esta postagem foi removida pelo autor". O Paulo, logo em seguida (3 minutos depois), mandou outra mensagem bastante elogiosa. É só ver acima.Portanto, afirmo novamente (só para não perder a oportunidade) o que disse antes: de minha parte, não tenho nenhum motivo para censurar mensagens críticas. Pelo contrário. Gosto tanto das críticas quanto dos elogios.O importante é que o site esteja sendo lido. E nesse caso, se houve uma mensagem "censurada", certamente foi elogiosa, pois foi escrita pelo Paulo, que assumidamente gostou do post.George
Desenterrando o post, duas coisas me movem a fazer um comentário:1) A declaração do funk como patrimônio cultural carioca era necessária, do ponto de vista cultural, ou é uma proteção aos que se usam de tal "patrimônio cultural" para promover os famosos bailes funk regados a sexo e drogas? (não estou querendo tapar o sol com a peneira aqui, mas querendo ir direto ao ponto onde alguns se blindam de fatores culturais para driblar a lei..)2) Impressionante como mesmo em uma postagem se colocando contra a censura alguns, com mania de perseguição, sempre irão lhe apontar o dedo dizendo que você também é daqueles que falam uma coisa e fazem outra... mas no fim, essas mesmas pessoas idolatram à hipócritas em seitas político-religiosas... talvez se a pessoa se identificasse corretamente ao postar, ela pudesse apagar o próprio post... enfim, a mania de perseguição é a oportunidade de lhe apontarem o dedo... vergonhoso.
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Dr. George,
primeiramente, que surpresa boa este blog! Cheguei aqui através do blog do dr. Mairton e realmente gostei bastante do conteúdo! :)
Acerca da censura musical, curiosamente achei um site, há alguns dias, de uma organização chamada Freemuse (Freedom of Musical Expression). Esta organização luta contra a censura imposta a artistas e a suas músicas . A página contém um sistema de pesquisa por meio do qual se pode localizar países onde existe este tipo de censura ou artistas censurados, e, para minha surpresa, não há qualquer referência a nosso país ou a algum artista brasileiro (mas o site informa que as listas ainda estão em processo de elaboração). Ainda assim, vale uma lida: www.freemuse.org (site em inglês).
Um abraço,
Luciana Caneca
George,
Parabéns. A abordagem é muito bem feita e o conteúdo ótimo.
Ricardo Matos
Sou estudante do sexto período de direito em Goiânia e, em primeiro lugar, gostaria de parabenizar o blog, que possibilita ao internauta o inédito acesso ao ponto de vista (razoavelmente) livre de um magistrado sobre os acontecimentos jurídicos em destaque. As peças doutrinárias e os posts de caráter cômico também são muito originais e interessantes.
Gostaria de incluir um tópico na discussão sobre a censura musical e liberdade de expressão, até para obter a opinião do Dr. George Lima sobre o caso:
Um clipe entitulado "Isso aqui é uma guerra", do grupo de rap paulista Facção Central, teve sua veiculação na tv proibida por decisão judicial que entendeu caracterizada a apologia ao crime. A música do clipe, que já era tocada nas rádios há meses, também foi censurada.
Uma análise superficial das cenas do clipe, bem como da letra, realmente permite uma conclusão pela presença da apologia, já que os rappers se caracterizam como bandidos, descrevendo os métodos cruéis que utilizam. Entretanto, ao meu ver, a decisão que entendeu pela censura é extremamente equivocada.
O caso desta música não chega nem a ser um dos que se deve priorizar a liberdade de expressão artística, relevando-se pequenas violações. Nessa canção, bem como eu algumas outras do grupo, os rappers simplesmente expressm suas opiniões sobre as mazelas sociais sob a óptica de um criminoso, há apenas uma substituição do "eu lírico", que é uma das técnicas literárias mais básicas. Os rappers falam pela boca de um marginal, com o objetivo de chocar e causar asco os ouvintes. Desta forma, se consegue marcar a mensagem da música a ferro. Este recurso foi utilizado por vários artistas consagrados, afinal, quem não se lembra do mictório de Duchamp?
Se o juiz e o promotor envolvidos no processo tivessem feito uma pesquisa mais aprofundada sobre a obra do grupo, eles chegariam à conclusão de que o objetivo dos artistas sempre foi denunciar, mesmo que de forma gritante, todos os sofrimentos, opressões e dificuldades do favelado, do discriminado socialmente, do menor que cresce em meio ao tráfico.
As rimas são geniais e, muitas vezes comoventes. Pessoalmente, eu me reservo o direito de não concordar com a mensagem passada pelo grupo em sua totalidade. Os ouvintes devem entender que as generalizações feitas pelos rappers quanto a alguns pontos são perfeitamente aceitáveis se levarmos em conta a insalubridade do ambiente em que os artistas cresceram e convivem até hoje. Isso não faz com que as letras deixem de ser extremamente iluminadoras, além de constituir um elemento artístico capaz de demonstrar a visão dos socialmente excluídos sobre o mundo em geral.
O grupo reiteradamente expressa seus ideais e objetivos de forma cristalina em várias músicas. Vou listar algumas que acho que todos interessados na questão deveriam ouvir.
Nestas aqui, a carga social das letras é evidente, não havendo qualquer intento de apologia ao crime:
-Anjo da Guarda x Lúcifer
-Prisoneiro do passado
Em resposta à censura, o grupo gravou uma música em que dialogam com o promotor autor da denúncia e outra em que explicam a verdadeira apologia das músicas. Elas são, em sequência:
-A guerra não vai acabar.
-Apologia ao crime.
Outras bem explícitas, emocionantes e incríveis, são estas:
-Castelo Triste (um dos integrantes do grupo é paraplégico)
-Sem limite
-12 de outubro
Para concluir, seguindo a linha de raciocínio iniciada no post de que a censura é impotente em relação à internet, coloco um link do famigerado clipe censurado:
http://br.youtube.com/results?search_query=fac%C3%A7ao+central&search=Pesquisar
Ps.: perdoem eventuais erros de português e congêneres. Não tive tempo de revisar o comentário, deem uma olhada na hora em que escrevi isso...
Paulo,
de fato, é mesmo difícil conseguir traçar uma linha precisa entre crítica da realidade social e apologia ao crime. Nos exemplos por você citado, me parece também que se trata de uma crítica (ainda que dura) à realidade social.
Uma coisa é narrar a vida na favela, inclusive ressaltando os aspectos da violência e ausência do Estado; outra coisa é enaltecer o crime organizado e defender, por exemplo, a morte de policiais.
Alguns "funks proibidões" que tive a oportunidade de ouvir são verdadeiros gritos de guerra em favor de facções criminosas.
Mesmo assim, como já afirmei, acho que a "censura" (que ilusão!) somente deve ser restrita a casos extremos. Certamente, as músicas do grupo Facção Central não estão nesse extremo. Elas são, na minha ótica, perfeitamente compatíveis com a democracia.
Diabeisso, George!? Excluiu um comentário de um dos internautas! Que censura é essa?!? Liberdade de expressão nos olhos dos outros é refresco, né! :-))
A cervejinha no sábado foi nota DEZ! Aquela minha proposta para outubro está mantida!
Abraços e parabéns pelo blog.
Leonardo
Leonardo,
acho que foi o próprio autor do comentário quem o excluiu. Ainda não perdi tanto assim a coerência... :-)
George
Clipezinho sem vergonha montado pelo PSDB (que só tem santinho né?)...
PSDB? Mas eu vi gente de todos os partidos...
George,
sou aluna de Direito da Fchristus e estou fazendo um trabalho da disciplina de Direito Penal 02 (parte especial - crimes), onde escolhi falar da Lei de Imprensa, mas não fazendo análise "pura" da lei, mas uma busca ampla, que mostre a liberdade de expressão como um direito fundamental, não apenas pela CF88, mas também pela Declaração de Direitos do Homem. Pedi uma TV e DVD para mostrar uns trechos do DVD ao vivo do Planet Hemp... Os amigos mais centrados no CP e na Lei de Imprensa seca, dizem que os músicos foram presos pelo CP e que não seria bom apresentar a música.
Eu já penso que não, que liberdade de expressão e lei de imprensa são unos, e não há como falar de um sem citar o outro.
Gostaria de saber a sua opinião quanto à isso, já que li um post maravilhoso feito por você a respeito disso.
Obrigada!
Ah, o meu e-mail para contato: ptrgom@bol.com.br
Sua opinião é muito importante!
654yh7u3y6uj56y546g33354
E agora???
Não posso apagar. É um blog... Só o dono pode fazer isso!
Hipócritas... Estão por todos os lados.
Maravilhoso post. Muito sucesso e continue sempre nos brindando com esses posts de pura sabedoria e consciência social.
Oi, Alexandre. Vc achou maravilhoso e com consciência social??? Rss...
Brindo sim, mas não esqueça de se fazer notar como fez agora. Recebi seu comentário no e-mail e só por isso voltei aqui.
Caso não tenha ficado claro... Eu só debochei da sua cara pq vc alegou que foi o próprio visitante que apagou o post que fez em crítica pejorativa. E eu quis ver se seria possível.
Adivinha?!
Rs.
Até...
Vamos à mensagem "censurada":
"Paulo disse...
Esta postagem foi removida pelo autor".
O Paulo, logo em seguida (3 minutos depois), mandou outra mensagem bastante elogiosa. É só ver acima.
Portanto, afirmo novamente (só para não perder a oportunidade) o que disse antes: de minha parte, não tenho nenhum motivo para censurar mensagens críticas. Pelo contrário. Gosto tanto das críticas quanto dos elogios.
O importante é que o site esteja sendo lido. E nesse caso, se houve uma mensagem "censurada", certamente foi elogiosa, pois foi escrita pelo Paulo, que assumidamente gostou do post.
George
Desenterrando o post, duas coisas me movem a fazer um comentário:
1) A declaração do funk como patrimônio cultural carioca era necessária, do ponto de vista cultural, ou é uma proteção aos que se usam de tal "patrimônio cultural" para promover os famosos bailes funk regados a sexo e drogas? (não estou querendo tapar o sol com a peneira aqui, mas querendo ir direto ao ponto onde alguns se blindam de fatores culturais para driblar a lei..)
2) Impressionante como mesmo em uma postagem se colocando contra a censura alguns, com mania de perseguição, sempre irão lhe apontar o dedo dizendo que você também é daqueles que falam uma coisa e fazem outra... mas no fim, essas mesmas pessoas idolatram à hipócritas em seitas político-religiosas... talvez se a pessoa se identificasse corretamente ao postar, ela pudesse apagar o próprio post... enfim, a mania de perseguição é a oportunidade de lhe apontarem o dedo... vergonhoso.
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